quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

QUEM, EU? NÃO!


Onde está o frio na barriga que estava aqui agora
As palavras soltas ao vento
Não causaram efeito
Foram embora

Do alto olharam e fecharam os olhos
Olhos grandes causaram pânico
Silêncio mais alto que os latidos rasgados

O encanto cresce, consome...o pó já não é mais suficiente
A pedra carrega as marionetes esqueléticas
Dor que corroê a carne, dilacera os órgãos
Logo se espalha...sonhos perdidos em corredores vazios.

Ruas cheias, passos apressados
Num click intenso
Cada vez mais rápido
Teclados silenciosos..

Mas para onde fugir?
Se insistimos em repetir que não estamos prontos?

Tua imagem frágil, triste do jardim
Mostra o ser humano aflito
Que podia, mas escolheu obedecer..
Ao invés de fugir

Escolhidos e preparados para coisas maiores
Escondidos,
Entrincheirados debaixo da mesa
O novo espanta! Preferimos desistir

Teu conselho foi pra não ter medo
Não correr, que forças e ajuda chegariam bem cedo
Tua promessa foi que estaria conosco
Todos os dias até o fim dos tempos

As doces palavras tocam o coração
Despedem o medo
Escutamos o som da sala cheia
Deixamos você nos ouvir..

Nenhum comentário:

Postar um comentário